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LULA E BOLSONARO TEM TRAJETÓRIAS MEIO PARECIDAS

 


Jair Bolsonaro (PL) surgiu nos anos 1980, no papel de um jovem, viril e explosivo capitão revoltado, disposto a levar sua indignação ao extremo. Naquela época, enquanto Bolsonaro fazia política na Vila Militar, no Rio, Lula (PT) despontava para a política como líder sindical e fundador do PT (Partido dos Trabalhadores), que juntou grande parte da esquerda recém-chegada do exílio, intelectuais famosos, artistas e ganhou o apoio da Igreja Católica.

Lula e Bolsonaro têm trajetórias parecidas, embora no meio político, o ex-prtesidente prteze pela Democracia e seja mais humanista, o atual presidente  tem uma tendênia autoritária, metido a ser imitador de Trump e de Putin. 

Ambos vieram de famílias humildes. Um foi buscar no Exército seu caminho de ascensão social, chegou a capitão e se transformou em líder da oficialidade jovem. Reivindicava melhores salários, criticava a política econômica, as mulheres dos seus liderados batiam panelas, reclamavam da carestia. Bolsonaro era uma espécie de líder sindical da militada pão com leite moça.

O outro trilhou a partir do sindicato sua rota de ascensão social. Liderou greves, tornou-se um personagem relevante da política daqueles tempos. Há 42 anos, fundou o PT junto com intelectuais, ativistas, religiosos, operários, artistas e estudantes. Sua ascensão veio com o partido.

Lula e Bolsonaro eram o retrato de um país em transformação. Dois homens tentando ser alguém na vida. Bolsonaro morava na Vila Militar, no Rio, e Lula numa casinha apertada em Santo André (SP). Lula é 10 anos mais velho que Bolsonaro. Os 2 foram presos por incomodar os poderosos.

Lula virou deputado constituinte. Bolsonaro ganhou seu mandato de vereador pelo Rio de Janeiro, em 1988. Dois anos depois foi eleito deputado federal e, de reeleição em reeleição, ficou 28 anos no Congresso.

Lula não gostou de ser deputado. Em seu 1º discurso naquele Congresso Constituinte repleto de estrelas como Ulysses, Covas e Afonso Arinos. Ninguém deu a menor bola para o discurso de Lula.  Ele ficou falando sozinho da tribuna, metido num terno apertado e gritando como se estivesse num carro de som.

Bolsonaro sempre foi baixo clero na Câmara. Brigava muito, nunca mediu suas palavras, crescia no confronto –até hoje é assim. Este era seu habitat natural, assim como o de Lula. Confrontos diferentes, claro, mas caminhos parecidos.

Ambos tinham ambição, foco, uma chama que os empurrava rumo ao topo. Como dizia o velho ACM de guerra, Presidência é destino. Lula foi eleito presidente depois de perder 3 eleições. Bolsonaro entrou na corrida em 2015, quando Dilma Rousseff (PT) acabara de iniciar seu 2º mandato. Rodou o Brasil, transformou as redes sociais em palanque, sofreu um atentado e ganhou a eleição em 2018.

Mas eleições deste ano, apesar da vitória de Lula, a esquerda continua com o mesmo tamanho de 2016. Naquela época, 137 deputados votaram contra a abertura do processo de impeachment de Dilma. Depois do 2 de outubro somaram no máximo 140. Teve Estado do Nordeste que sequer elegeu deputado do PT. O povo votou no Centrão. Em 2023, estes partidos de centro-direita poderão reunir pelo menos 300 deputados em torno de uma causa, um objetivo, um projeto de lei ou uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição).

São a maioria na Câmara e no Senado. Comandarão as duas Casas ocupando os principais cargos das mesas diretoras, a presidência das principais comissões e as relatorias das matérias mais importantes. Estão empoderados pela independência financeira proporcionada pelos fundos eleitoral e partidário, o orçamento impositivo e as emendas de relator, as RP9.

O Congresso hoje faz política pública, como a PEC do auxílio emergencial e a lei que reduziu os impostos dos combustíveis e baixou o preço da gasolina e do diesel. Alguém acredita que eles vão abrir mão deste poder todo? Nem com Bolsonaro, Lula ou Jesus Cristo.

O Brasil é um país em transformação com 2 políticos oriundos de um outro momento de transformação nacional. O Poder Executivo encolheu. O Legislativo e o Judiciário aumentaram de tamanho. Esta eleição polarizada, dolorida, marcada pelo ódio, levou multidão às ruas e mostra que teremos de encontrar um novo caminho ou viveremos numa crise permanente.

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