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PAI FOI QUEM DENUNCIOU O PRÓPRIO FILHO, AGORA AFASTADO GOVERNADOR DE ALAGOAS POR DESVIOS MILIONÁRIOS


O ex-deputado, ex-presidente da Assembleia Legislativa, Luiz Dantas, foi quem denunciou o próprio filho, o governador afastado de Alagoas, Paulo Dantas (MDB), que é apontado no inquérito 137/2017 da Polícia Federal como principal operador de um esquema de rachadinhas e funcionários fantasmas na Assembleia Legislativa, de onde foi diretor administrativo.

Luiz Dantas, que presidia o Poder Legislativo, disse que Paulo fraudou uma chancela eletrônica para promover as nomeações, especialmente de moradores das cidades de Batalha e Major Izidoro. Segundo as investigações, os cargos comissionados, com salários que chegavam até R$ 20 mil, ficavam, na verdade, com apenas R$ 300.

O ex-deputado classificou o filho como despreparado, do ponto de vista administrativo e intelectual para gerenciar o estado. Até então, aliados de Paulo Dantas estavam tratando o caso como perseguição de adversários políticos.

A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve nesta quinta-feira (13) o afastamento de, Paulo Dantas (MDB), que disputa a reeleição em segundo turno.

Paulo Dantas é investigado por participar de um suposto esquema de "rachadinha" na Assembleia Legislativa de Alagoas quando era deputado estadual. Na terça-feira (11), Dantas foi alvo da operação Edema, autorizada pela Justiça. Ao menos R$ 54 Milhões de Reais foram desviados dos cofres públicos com o esquema. 

Por 10 votos a 2, os ministros confirmaram a decisão individual da ministra Laurita Vaz, relatora do inquérito que investiga o caso.

Votaram a favor, além de Laurita Vaz: Francisco Falcão, Nancy Andrighi, Herman Benjamin, Og Fernandes, Benedito Gonçalves, Raul Araújo, Paulo de Tarso Sanseverino, Isabel Gallotti e Antônio Carlos Ferreira.

Dois magistrados, João Otávio de Noronha e Jorge Mussi votaram contra. O ministro Humberto Martins se declarou suspeito para julgar o caso.

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