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AMPLIAR VAGAS NO STF É "SAUDOSISMO DA DITADURA", DIZ EX-PRESIDENTE DO SUPREMO QUE DECLAROU VOTO EM BOLSONARO

 Marco Aurélio Mello, que se aposentou em julho de 2021, diz se considerar um "arauto da resistência democrática e republicana" - Getty Images

O ministro aposentado e ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello, que declarou voto em Jair Bolsonaro (PL) em agosto, descreveu como "saudosismo puro" e "arroubo de retórica que não merece o endosso dos homens de bem" a proposta do atual presidente de ampliar o número de integrantes da suprema corte do país se reeleito.

"Saudosismo puro. No regime de exceção houve o aumento para 16 (AI-2). Logo a seguir a razão imperou. Arroubo de retórica que não merece o endosso dos homens de bem. O meio justifica o fim e não o inverso", afirmou Mello à BBC News Brasil, ao ser questionado sobre a polêmica proposição de Bolsonaro. Ele disse se considerar um "arauto da resistência democrática e republicana".

Em entrevista ao portal de notícias UOL em agosto, Mello disse que votaria em Bolsonaro contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno das eleições em outubro. Na ocasião, ele afirmou não ser "bolsonarista", mas, em sua opinião, o atual presidente buscou "dias melhores".

Indicado para compor o STF em 1990 pelo então presidente Fernando Collor de Mello, de quem é primo, Marco Aurélio Mello se aposentou da corte em julho do ano passado, quando atingiu a idade limite para a aposentadoria compulsória, de 75 anos. Ele foi substituído pelo jurista, magistrado e pastor presbiteriano André Mendonça, indicado por Bolsonaro. Mendonça havia sido advogado-geral da União e ministro da Justiça e Segurança Pública.

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