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SEGUNDO PROCURADOR-GERAL, OPERAÇÃO LAVA JATO É DESCOMUNAL.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, defendeu ontem (29), durante debate entre candidatos ao cargo de chefe do Ministério Público, uma “maior independência investigatória” do órgão nas apurações realizadas em conjunto com a Polícia Federal. A declaração foi feita durante debate com outros procuradores que concorrem com Janot, a indicação da Procuradoria Geral da República.

Em maio, após uma disputa entre procuradores e policiais, o Supremo Tribunal Federal confirmou o poder de investigação criminal do Ministério Público. Na ocasião, os ministros da Suprema Corte ratificaram a possibilidade de o Ministério Público realizar apurações independentemente da polícia. No entanto, ficou especificado que os procuradores não poderão fazer alguns atos próprios da polícia, como executar mandados de busca domiciliar, fazer interceptação telefônica e conduzir coercitivamente pessoa sob investigação.

Em abril deste ano, logo após a abertura de investigações no STF sobre políticos supostamente envolvidos no esquema de corrupção da Petrobras, desvendado pela Operação Lava Jato, veio à público uma disputa de bastidores entre policiais federais e procuradores da República em torno do comando da apuração. Relator dos inquéritos no STF, o ministro Teori Zavascki, chegou a se manifestar em favor de uma "atuação harmoniosa" nas investigações.

A Operação Lava Jato chegou ser mencionada em poucos momentos do debate, mais focado em questões administrativas do Ministério Público. Em sua apresentação inicial, Rodrigo Janot disse que a instituição mudou de dois anos para cá, após se deparar com o esquema de corrupção da Petrobras, que ele classificou como “descomunal”.

DEDÉ AUTO PEÇAS

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