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QUASE 90% DOS DEPUTADOS FEDERAIS TENTARÃO SE REELEGER NO PLEITO DE OUTUBRO

 


Foto: ELAINE MENKE/CÂMARA DO DEPUTADOS

Nas eleições deste ano, a quantidade de deputados federais que buscará um novo mandato na Câmara dos Deputados é a maior da história. Segundo levantamento feito pelo R7 com base em informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), da Câmara e do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), ao menos 449 deputados em exercício se candidataram à reeleição, o que corresponde a 87% das 513 cadeiras da Casa.

Os números levam em conta apenas os parlamentares que, neste momento, estão atuando no cargo. Em relação às eleições de 2018, na qual 404 deputados concorreram à reeleição, essa estatística subiu 11%. Até então, o recorde de políticos que lançaram recandidatura à Câmara era de 1998, quando 443 parlamentares tentaram renovar o mandato.

Entre os 449 deputados que querem continuar no posto neste ano, 389 são homens e 60, mulheres. A maioria dos políticos é do Sudeste: 164. São Paulo lidera os estados com mais candidatos à reeleição para a Câmara, com 65. Na sequência, estão Minas Gerais (49), Rio de Janeiro (40) e Bahia (35).

Quanto aos partidos, os que hoje detêm as maiores bancadas da Câmara buscam manter a quantidade expressiva de cadeiras na Casa. O PL, por exemplo, lançou à reeleição 71 dos 77 deputados federais filiados à sigla. Os demais tentarão seguir na vida pública em outro cargo, como João Roma (BA), Onyx Lorenzoni (RS) e Major Vítor Hugo (GO), que concorrerão aos governos estaduais. Outros disputarão o Senado, casos de Flávia Arruda (DF) e Paulo Eduardo Martins (PR). Já Edio Lopes (RR) é candidato a vice-governador.

Segunda maior sigla da Câmara, com 58 parlamentares, o PP tem 43 deputados em busca da reeleição, entre eles o presidente Arthur Lira (AL). Dos que não quiseram renovar o mandato, a maioria vai tentar uma vaga no Senado, como Cacá Leão (BA), Marcelo Aro (MG), Tereza Cristina (MS), Jaqueline Cassol (RO), Laércio Oliveira (SE) e Hiran Gonçalves (RR).

O PT, que conta com 56 deputados federais, quer manter 53 no cargo. O União Brasil, quarta maior bancada da Câmara com 51 parlamentares, lançou 45 à reeleição. Já o PSD, que tem 46 deputados no momento, tentará renovar o mandato de 44 políticos.

O destino dos demais deputados

Ao longo dos últimos quatro anos, a Câmara teve 598 políticos exercendo o posto de deputado federal. Isso ocorreu porque, nesse período, alguns titulares que foram eleitos em 2018 deixaram o mandato e abriram espaço para que suplentes atuassem no cargo. Considerando todos os políticos que em algum momento atuaram na Câmara nesse intervalo, no mínimo 464 disputarão as eleições para o cargo novamente.

Do restante, a maior parte optou por deixar a vida política por enquanto: ao menos 71 não vão disputar cargos eletivos. Já 24 atuais e ex-deputados desta legislatura concorrerão ao Senado, como Tereza Cristina (PP-MS), Cacá Leão (PP-BA), João Campos de Araújo (Republicanos-GO) e Daniel Silveira (PTB-RJ), cuja candidatura é alvo de contestação.

Além disso, 13 parlamentares buscam assumir o comando de seus estados. Lorenzoni e Vítor Hugo, também disputarão o cargo de governador Mara Rocha (MDB-AC), Capitão Wagner (União Brasil-CE), Rose Modesto (União Brasil-MS), Pedro Cunha Lima (PSDB-PB), Danilo Cabral (PSB-PE), Marília Arraes (Solidariedade-PE), Paulo Ganime (Novo-RJ), Marcelo Freixo (PSB-RJ), Vinícius Poit (Novo-SP) e Léo Moraes (Podemos-RO).

Pelo menos seis parlamentares concorrerão para as Assembleias Legislativas dos seus estados, casos de Bruna Furlan (PSDB-SP), Alexandre Frota (PSDB-SP), Ricardo da Karol (PDT-RJ), Paulo Ramos (PDT-RJ), Ney Leprevost (União Brasil-PR) e Bosco Saraiva (Solidariedade-AM). Já Paula Belmonte (Cidadania-DF) vai disputar a Câmara Legislativa do DF.

R7

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