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CAMPANHA DE BOLSONARO ESTÁ ALARMADA COM CARTA PELA DEMOCRACIA E CRÊ TER PERDIDO APOIO DA ELITE

25.jul.2022 - Presidente Jair Bolsonaro participa do fórum Agribusiness em São Paulo - Ettore Chiereguini/Agil/Estadão Conteúdo

De Tales Faria do Uol

A equipe da campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL) entende que perdeu o apoio da elite do país com a adesão à "Carta às brasileiras e aos brasileiros em defesa do Estado democrático de Direito", que passou de 100 mil assinaturas em 24 horas. A apuração é do colunista do UOL Tales Faria.

"A informação que eu tenho é que a campanha do Bolsonaro está alarmadíssima com essa Carta aos Brasileiros", disse o jornalista, durante participação no UOL News. "Ela é um ponto de inflexão na campanha, pois mostrou que, se em 2018 a elite chegou a apoiar Bolsonaro, dessa vez não tem conversa. Ele agrediu a democracia e a elite brasileira largou o Bolsonaro.".

Segundo o colunista, a equipe que trabalha na campanha de reeleição de Bolsonaro já admitiu que não tem o apoio do Nordeste e dos mais pobres, que apoiam o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Porém, ainda se contava com o apoio da elite.

"O Guedes seduziu o Bolsonaro dizendo 'vamos fazer um programa ultraliberal e com isso vamos trazer a elite'. Isso, em 2018, teve resultados para o Bolsonaro. Mas agora não dá mais. O Guedes perdeu completamente a sua ligação com o empresariado em geral e a campanha do Bolsonaro está alarmada", afirmou Tales.

Além da carta, a declaração do secretário de Defesa dos Estados Unidos, Lloyd J. Austin III, em defesa da democracia nas Américas, feita esta semana em Brasília, também desanimou a equipe do chefe do Executivo.

"A equipe de campanha está sentindo que ele está isolado e, com o Bolsonaro isolado, não tem mais conversa. Se ele fizer um golpe agora, os militares sabem que não poderão apoiá-lo porque não têm também o apoio dos EUA, com quem os militares brasileiros mantêm uma ligação geopolítica muito forte", explicou o jornalista.

"Para Bolsonaro, essa Carta aos Brasileiros está sendo um ponto final na campanha dele. Daqui pra frente ele não cresce mais", concluiu.

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