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“SEGUNDA ONDA” EM NATAL TEVE ORIGEM NA ELEIÇÃO"



Por Ney Lopes

Hoje, 29, finalizam as tumultuadas eleições municipais, que deveriam ter sido melhor controladas pela justiça para evitar “segunda onda” da pandemia.  

O incrível aconteceu em Natal, a cidade dos Reis Magos (foto).

No início da campanha foi concedida liminar, suspendendo decreto do prefeito Álvaro Dias, que desejava limitar o trânsito de pessoas, evitar propagação do vírus e adotar oportunas medidas sanitárias.

A “decisão” alegou que a Constituição não autorizava a medida, mesmo diante da luz solar originária do princípio do artigo 196 da Carta Magna (“saúde é direito de todos”).

Mesmo inusitado e fora do contexto,  esse entendimento teve de ser acatado, sem recurso, para evitar maiores tumultos nocivos à população.

O resultado é que o vírus cresceu dia a dia em Natal, por responsabilidade direta de não terem sido tomadas medidas restritivas na campanha, como a proibição de carreatas, reuniões e aglomerações.

A população votou, sob risco. 

No final, o resultado das urnas seguiu a característica da maioria das cidades brasileiras. O natalense valorizou o bom administrador

O voto foi menos ideológico, mais pragmático e não considerou essa bazófia do “novo”, que provou ser mera fantasia.

Ao contrário do que se pensou, Bolsonaro não foi grande eleitor, por ter ficado “ilhado” na capital. Fez apenas indicações indiretas, mas o favorito Álvaro Dias, do PSDB, lhe acenava, através de dois ministros do RN.  

A prova da aproximação do Prefeito eleito com Bolsonaro é que na última quinta-feira já se realizou encontro dos dois em Brasília, no aniversário do ministro Rogerio Marinho.

Ao contrário do que se prenuncia em outras capitais, Natal poderá ser um polo bolsonarista em 2022.

Os dois prováveis candidatos ao governo, anunciados pelo prefeito eleito, são Rogério Marinho e Ezequiel Ferreira, ambos “tucanos”, mas que poderão migrar  para outra sigla, de apoio à reeleição de Bolsonaro.

Quem conhece a política do Estado, sabe que essa mudança será 100% provável, incluindo os atuais militantes do PSDB.

Dependerá de conveniências e “ajustes” prévios para definir quem ganha e quem perde, na chapa proporcional de 2022.

Irá repetir-se na eleição de 2022,  o mesmo critério que as cúpulas “combinaram” em 2020, na eleição municipal de Natal.

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