Pular para o conteúdo principal

RN TEM 246 BARRAGENS EM SITUAÇÃO DE RISCO E CINCO EM SITUAÇÃO DE VULNERABILIDADE



Os últimos transtornos, que por pouco não tomaram proporções de uma tragédia com o rompimento em sequência de três reservatórios no interior do Rio Grande do Norte, destruindo a cabeceira de uma ponte e colocando em risco a possibilidade de rompimento de uma barragem de médio porte, fizeram que o Governo do Estado voltasse a discutir a situação das barragens do RN com mais ênfase.

Na semana passada, o Governo do Estado anunciou que vai instituir um comitê permanente de acompanhamento e monitoramento de barragens do RN.

Vale salientar que no Rio Grande do Norte, 246 barragens estão classificadas em situação de risco na lista de prioridades de fiscalização elaborada pela Agência Nacional de Águas (ANA), divulgada em janeiro deste ano. Cinco estão em situação de vulnerabilidade, ou seja, apresentam danos em suas estruturas e preocupam os órgãos fiscalizadores. As barragens em risco são a Passagem das Traíras, Calabouço e o Açude Gargalheiras (públicas), além das barragens Barbosa de Baixo e Riacho do Meio (privadas).

Diante disso, o Conselho Ministerial de Supervisão de Respostas a Desastre do Governo Federal determinou em janeiro deste ano que todas as barragens da lista deveriam passar por vistoria imediatamente após a divulgação do relatório.

A medida foi tomada pelo Governo Federal após a tragédia provocada pelo rompimento da barragem do Córrego da Mina do Feijão, em Brumadinho (MG), ocorrido em 25 de janeiro deste ano.

Em fevereiro deste ano foi realizada uma audiência publica na Assembleia Legislativa para discutir a fiscalização das barragens apontadas na lista divulgada pela ANA, mas pouco se fez até agora para que a fiscalização aconteça de forma mais efetiva e que a sociedade tenha conhecimento se esse trabalho está sendo feito.

O comitê permanente, segundo o Poder Executivo, vai executar as ações emergenciais necessárias para a segurança das barragens em risco e fiscalizar as demais que somam os seis mil reservatórios de pequeno e médio porte. A atuação vai ser pautada com base na lei federal 12.334/2010, que disciplina a segurança das barragens em todo o país.

Como prevê a legislação, o Estado vai ampliar o trabalho de fiscalização e classificação de risco das barragens e notificar os proprietários para realizarem os serviços necessários em prazo determinado. Essa medida foi reforçada pelos técnicos da Secretaria Nacional de Defesa Civil que estão no Rio Grande do Norte acompanhando e assessorando as ações do Governo.

A legislação também permite que a administração pública promova a cassação de outorga concedida aos proprietários de barragens que não realizam a manutenção. Nesse sentido, a Procuradoria-Geral do Estado também vai integrar o comitê permanente.

Quase 200 barragens do RN são consideradas “sem dono”

Ainda de acordo com o relatório da Agência Nacional de Águas (ANA), o Rio Grande do Norte tem 170 barragens sem a identificação de seus proprietários, o que aumenta ainda mais o risco de rompimento, tendo em vista que não se tem a quem recorrer no caso de rompimento.

Entre as barragens “sem donos”, o relatório mostra que pelo menos nove têm suas estruturas com alto risco. O órgão afirma que no caso de rompimento dessas barragens sem dono, a responsabilidade é do fiscalizador estadual, no caso do RN, do Instituto de Gestão das Águas do RN (IGARN).

As nove barragens estão distribuídas em vários municípios do estado. Segundo o Igarn, as barragens não estão exatamente sem dono, mas na verdade não foi possível identificar o dono durante as inspeções dos técnicos.

Ainda de acordo com o Igarn, todas as estruturas possuem altura menor que 15 metros e capacidade inferior a 3 milhões de metros cúbicos. Por isso, elas não estariam inseridas na Lei de Segurança de Barragens (lei 1233/10). Apesar disso, um cadastro está sendo realizado.

Em nota divulgada ainda no mês de fevereiro, o Igarn disse que está iniciando o trabalho de cadastro das barragens do Estado e algumas ainda estariam sendo identificadas apenas pelas coordenadas geográficas, através de geoprocessamento. As atividades de cadastramento continuariam e na sequência seriam realizadas as visitas presenciais, quando deveriam ser identificados os proprietários.

O órgão ainda confirmou que, pela lei, tem o dever de fiscalizar os usuários de água e, constatada a infração, determinar as alterações que, caso não sejam cumpridas, deverão ser executadas pelo instituto.

No entanto, não foi apresentada à imprensa nenhuma resposta sobre a questão dessas barragens.

De Fabiano Souza
Jornal de Fato

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

DERROTA PARA EZEQUIEL

  Caso se confirme a derrota do Governo na Assembleia Legislativa do RN, sobre a manutenção do aumento na alíquota do ICMS em 20%,  outro grande derrotado será o atual presidente do legislativo,  deputado Ezequiel Ferreira (PSDB). Nos bastidores há uma grande  insatisfação por parte de deputados com o presidente.

FOTOS DE FILHA DE RENATO GAÚCHO NUA VAZAM NAS REDES SOCIAIS.

Vazou uma suposta foto nua de Carol Portaluppi na internet na madrugada desta segunda-feira (09). A filha de Renato Gaúcho aparece completamente nua no clique, que seria de setembro.  Na foto, Carol Portaluppi exibe os pontos da cirurgia que fez para colocar silicone nos seios, há três meses. Portaluppi está segurando apenas uma caneca no clique, que está circulando pelas redes sociais. A filha de Renato Gaúcho colocou silicone nos seios em setembro e ficou um mês sem malhar para se recuperar totalmente após a cirurgia.  Na época, Portaluppi falou sobre sua cirurgia. ‘Era algo que estava me incomodando. Esperei o momento certo e fiz a cirurgia. Ficou bem natural’, disse. As imagens que estão circulando na web estariam armazenadas em um aparelho celular a moça, que teria sido roubado. As informações de bastidores é de que a jovem está bastante abalada com a divulgação da imagem. As imagens já estão disponíveis em milhares de sites nacionais. Confira   AQUI...

SONHO BOLSONARISTA

O senador Flávio Bolsonaro admitiu que o bolsonarismo trabalha para anistiar Jair Bolsonaro no Congresso e derrubar sua inelegibilidade, decretada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no ano passado.  Em entrevista à imprensa, Flávio disse ainda acreditar que essa conjuntura política pode mudar até 2026.  "Esse é um ponto. O outro ponto que eu vejo que pode reposicioná-lo é, sem dúvida alguma, a anistia que está sendo costurada, eu tenho certeza que vai ser aprovada ainda este ano, tanto no Congresso quanto no Senado, que pode vir também, e não só fazer justiça com quem foi absurdamente injustiçado em função do que aconteceu em Brasília no 8 de janeiro”, disse o senador