
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebe, nesta segunda-feira (12/6), a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, para reunião em Brasília. Entre as pautas prioritárias da agenda bilateral, figuram o andamento do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE), travado há duas décadas, agenda ambiental e mobilizações globais diante do conflito entre Rússia e Ucrânia.
Em negociação há pelo menos 20 anos, a concretização do tratado comercial é uma das apostas do petista para o terceiro mandato. No entanto, esbarra em entraves impostos por nações do bloco europeu, principalmente relacionados à proteção ambiental. Várias lideranças do continente, por outro lado, sinalizaram que veem com “bons olhos” a mudança de governo e os discursos de Lula voltados à agenda climática.
O acordo de livre comércio está em negociação desde 1999, e foi assinado 20 anos depois, no início da gestão de Jair Bolsonaro (PL). O documento, porém, ainda não foi ratificado; logo, não entrou em vigor.
Para que isso ocorra, o texto precisa ser aprovado pelos parlamentares de todos os países-membros dos dois blocos econômicos, além de passar por procedimentos internos de ratificação. Caso seja concluído, o documento criará a maior zona de livre comércio no mundo.
Nos primeiros dias de gestão, Lula declarou que pretendia finalizar as negociações do tratado ainda no primeiro semestre deste ano. No entanto, o mandatário tem sido mais cauteloso nos últimos meses, ao dizer que “a proposta ainda é impossível de aceitar”.
A viagem da responsável pela direção política do bloco europeu também ocorre dias após declaração do petista, de que só vai assinar a proposta caso os países signatários aceitem as condições do Brasil. A União Europeia, por sua vez, declarou em documento oficial que colocar o acordo comercial em vigor é considerado internamente uma “prioridade”.
Na última terça-feira (30/5), Lula recebeu os chefes de Estado ou representantes de todos os países da América do Sul, para Cúpula em Brasília. O encontro, que teve como objetivo restabelecer a integração na região, foi tumultuado por declarações do petista a favor do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, que geraram incômodo em outros líderes sul-americanos.
Apesar de tradicional política externa focada na pauta sul-americana, nos cinco primeiros meses de governo, Lula priorizou agendas bilaterais com o continente europeu. Segundo levantamento do Metrópoles, a maior parte dos compromissos do mandatário – 20 das 60 agendas do petista (contando com Von der Leyen) – foi com líderes da Europa.
Fonte: Metrópoles
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