A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid no Rio Grande do Norte flagrou mais uma "mudança de discurso" entre depoentes. Isso porque, na semana passada, o empresário Paulo Ricardo Leão Ansel – sócio administrador da empresa Leão Serviço e Comércio, contratada pelo Governo do RN para fornecimento de EPIs (sapatilhas, toucas e avental) durante a pandemia, deu um percentual diferente de quanto da sociedade possuia. Falou na semana passada que tinha 30%. Hoje (9), porém, Thássilia Karen, que é sócia dele, deu um percentual diferente. Disse que ela tem 90% da empresa.
"Ficou claro que ele, apesar de ser sócio-administrador da empresa, não sabia de nada", afirmou o deputado estadual Kelps Lima, presidente da CPI da Covid, acrescentando que o empresário será convertido da condição de testemunhal para a condição de investigado. "Tenho a suspeita, inclusive, de falso testemunho, mas não posso declarar ainda porque ainda vou comprar a documentação trazida", acrescentou Kelps.
As mudanças no discurso foram expostas por perguntas do deputado estadual Gustavo Carvalho, quanto ao percentual que cada uma tinha das empresas, que é investigada pelo fato de ter entregue ao Governo do RN EPIs (sapatilhas compradas com gramatura 50 e entregues de gramatura 30) diferentes das que foram pagas pelo Estado.
Veja o vídeo:
De Gustavo Negreiros
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